A cidade que vemos; o mundo que queremos

A cidade que vejo. O mundo que desejo está ao alcance dos nossos dedos.

 

Ando na cidade e vejo um caos. Muito lixo. Esgoto correndo livre. O transporte coletivo é um desastre, uma humilhação. Nas ruas os carros ocupam toda a via. Não há espaço para o pedestre, para o ciclista, para o carroceiro. Nem para o carro.

Os terenos, sem muros, estão cheios de lixo. E todos – raríssimas exceções – jogam o lixo na rua, pela janela do ônibus, pela janela do carro de luxo, pela casinha de lixo (uma vergonha) dos condomínios chiques.

As poucas áreas verdes estão desaparecendo. A especulação imobiliária impera. Não há saúde, os rios estão contaminados, transformados em valetas de horror. As escolas públicas são um desastre. Não há bibliotecas, não há espaços de lazer nos bairros. As poucas praças existentes estão abandonadas, ocupadas e cheias de lixo.

Esta é a São Luís que vejo.

Os futuros administradores, por suas campanhas, parecem perdidos, desolados, largados no passado. Repetem fórmulas feitas que não funcionam mais. A situação é gravíssima.

E não é só em São Luís. Todas as grandes cidades brasileiras apresentam o mesmo cenário de terra arrasada. As pequenas também. Além da corrupção, dos esquemas enraizados, o aparelho de estado está impossibilitado, incapacitado, imobilizado.

A crise é bem maior do que pensamos. Está na Espanha, assustada com a economia quebrada. Na Itália secular, em Portugal, em Nova Iorque. E o que devemos fazer? Onde está a saída? A crise é assustadora, local e global.

Mas a solução começa no local. Precisamos de um novo mundo, de um novo amanhã que está sendo construído, em pequenos retalhos que se buscam, que se ligam em redes frágeis, mas que ousam fazer o novo. Eles não têm medo da crise, antes a aproveitam para conquistar espaços e avançar no território arrasado.

É preciso pensar global e agir localmente. É o que fizemos, nestes 10 anos de pesquisa aplicada no Sítio Panakuí. É o que fazemos, semeamos, construímos.  Os problemas devem ser resolvidos no âmbito local. No local de moradia. No local de trabalho, no local de estudo. E assim, cada um fazendo a sua parte, podemos pensar na mudança do todo.

Por uma cidade sustentável e ecológica. A mudança não é cosmética, é revolucionária. E cada um precisa fazer a sua parte.

Venha conhecer o novo, dando um passo para o passado e um salto para o futuro. Venha fazer uma vivência ecológica no Sítio Panakuí.  Agenda pelo fone 98 8888 3372.

Arte: Dupla Criação

Por Moises Matias

 

Pouco falam em saúde preventiva, em educação ambi

Sobre panakui

O site www.folhadoamanha.net e o Sítio Panakuí convidam para a oficina Sítio Ecológico, um guia para salvar a terra, ministrada pelo jornalista e ecologista Moisés Matias. O pesquisador desenvolveu uma metodologia de valoração dos recursos naturais e culturais, um método de criação de um circulo virtuoso, similar ao indicador de Felicidade Interna Bruta (FIB), ou seja, onde há, supostamente, pobreza e tristeza, floresce a fartura e a felicidade. A oficina acontece nos sábados, no Sítio Ecológico onde foi desenvolvido o estudo. As inscrições podem ser feitas pelo fone (98) 3253 3372, ou pelo e-mail moises-matias@ig.com.br "Aprenda a fazer um sítio na sua casa, no seu apartamento ou em uma área de terra. Assim você estará atuando firme, em seu local de moradia,para salvar o planeta.

Publicado em 05/10/2012, em ecologia e criatividade, livro, manifesto, meio ambiente, Palestras, Vivências. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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