Sobre riquezas e loucuras. São Luís joga um milhão de reais no lixo, diariamente;

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Estou muito encucado com algumas operações que ando fazendo.
Digo que vivemos em uma cidade rica.
Dou um exemplos:
Em uma cidade com um milhão de habitantes, como São Luis, cerca de 500 toneladas de resíduo doméstico/dia, portanto, sobras de alimentos, são jogadas nas ruas e acabam indo para um aterro sanitário saturado.
Um quilo de resíduo orgânico custa, em média, R$ 2,00.
Somente com resíduo orgânico doméstico São Luís tem um prejuízo ao mês estimado em R$ 30 milhões, sem contar o custa da tonelada que é recolhida pela prefeitura, nem os custos ambientais da falta de tratamento.
Em cinco meses, tempo de gestão do atual prefeito Edvaldo Holanda, de janeiro a maio, a população de São Luís jogou fora cerca de R$ 150 milhões de reais de resíduo orgânico doméstico.
Não é um número qualquer. O valor sai da conta da unidade doméstica, do produtor familiar. Caso houvesse o tratamento adequado, o resíduo doméstico seria transformado em adubo para hortas e cultivos diversos, multiplicando a quantidade em até quatro vezes. Um quilo de resíduo rende até quatro quilos de adubo.
Mas o material acaba indo mesmo para o aterro.
A cidade fica com o prejuízo. Faltam recursos para a saúde, a educação, a cultura. Mas a administração pública perpetua a loucura e joga, todos os dias, um milhão de reais no lixeiro da ribeira. Até quando vai persistir a loucura?
Desenvolvi, no Panakuí, um kit que transforma o resíduo orgânico em adubos sólido e líquido, dentro dos quintais das casas. Também desenvolvi uma campanha, chamada São Luís resíduo orgânico zero, que já conta com a adesão de outros e outras. Mas é muito pouco.
Repito: São Luís joga, todos os dias, um milhão de reais, em sobras de comida, nas ruas. Até quando vai persistir este absurdo?

Sobre panakui

O site www.folhadoamanha.net e o Sítio Panakuí convidam para a oficina Sítio Ecológico, um guia para salvar a terra, ministrada pelo jornalista e ecologista Moisés Matias. O pesquisador desenvolveu uma metodologia de valoração dos recursos naturais e culturais, um método de criação de um circulo virtuoso, similar ao indicador de Felicidade Interna Bruta (FIB), ou seja, onde há, supostamente, pobreza e tristeza, floresce a fartura e a felicidade. A oficina acontece nos sábados, no Sítio Ecológico onde foi desenvolvido o estudo. As inscrições podem ser feitas pelo fone (98) 3253 3372, ou pelo e-mail moises-matias@ig.com.br "Aprenda a fazer um sítio na sua casa, no seu apartamento ou em uma área de terra. Assim você estará atuando firme, em seu local de moradia,para salvar o planeta.

Publicado em 11/06/2013, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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