Estudantes Pés Descalços participam de vivencia de bioarquitetura no Panakui

img_1847.jpgEstudantes de Arquitetura da Faculdade UNDB tiraram o domingo último para, literalmente, botar os pês e as mãos na lama. Em Visita ao S.I,A Panakui, uma animada turma participou da vivencia ecológica de bioarquitetura. Trata-se da segunda turma de arquitetura que visita o Panakui. Os primeiros arquitetos a visitar o local foram participar de uma vivencia com o papa da Bio Arquitetura, no ano de 2008. Johan Van Lengen, grande mestre em Bio Arquitetura e Arquitetura Intuitiva, autor do livro Manual do Arquiteto Descalço, na oficina ministrada no Sitio Panakui, afirmou que o Maranhão detém um acervo de valor inestimável, formado pelo conhecimento popular das técnicas tradicionais para a construção de casas ecológicas, usando a taipa e o adobe. No Rio de Janeiro, onde vive e trabalha, o mestre Johan Lengen afirmou que não existe mão de obra especializada nestas tecnologias, e que os temas são dados como cursos de especialização, para profissionais de arquitetura.

Na vivencia no S.I.A Panakui os estudantes viram como preparar a terra, como fazer adobe com as mãos, como fazer as paredes usando madeira e talos de babaçu, amassaram o barro com os pés e começaram a fazer uma casa usando a técnica da taipa. Mais que botar a mão na massa, os estudantes de arquitetura da faculdade UNDB conheceram na pratica a tecnologia de construção de casa, usando madeira e barro – a taipa -, muito conhecida no Maranhão, mas que tem lastro na cultura andina dos Incas, onde foram encontradas ruínas de casas com mais de 4.000 anos. Além disso, as casas do Centro Histórico de São Luís, que é patrimônio cultural da humanidade, muitas foram construídas com a técnica taipa de murrão, a mesma técnica da construção com barro, mas trazida pelos europeus colonizadores que aqui aportaram nos idos de 1500.

No caso do Adobe, cujo termo significa tijolo de barro, na língua do Egito, também chegou no Maranhão através dos navegadores europeus, havendo casas construídas com adobe em grande parte dos municípios do Maranhão. Em tempo de valorização de técnicas e procedimentos ecológicos, os estudantes de arquitetura procuram o aprimoramento nas mais antigas técnicas de construção de casas. “Nós buscamos a casa econômica, confortável e ecológica, usando os materiais construtivos existentes nas localidades e ainda valorizando a mão de obra e a cultura dos futuros moradores”, esclarece a arquiteta Andrea Jane, professora da turma do 8. Período de Arquitetura da UNDB. Para Marcelo Durans, organizador da visita ao S.I.A Panakui, a visita poderá resultar em um projeto mais ousado: “Esperamos fazer outras experiências, aperfeiçoando a casa de taipa e de adobe, construindo algo com o super adobe, telhado verde, banheiro ecológico e outras”.

A casa de madeira foi levantada por trabalhadores do Panakui. Os estudantes da UNDB, após amassar o barro molhado com os pés, preencheram a madeira com o barro, em animadas conversas, risadas, musicas e brincadeiras. Participaram da vivencia @s estudantes Aline Cristina, Fabricio Turola, Caroline Stephanie, Matheus Pinho, Mayara Costa, Lorena Maia, Pauo Victo, Renata do Amaral, Narjara Maciel, Manoel, Daniel Garcia Caroline, Carlos Bianor Monalisa Boaro, Marina Oliveira, Marcelo Durans e a professora Andrea Jane.

Publicado em 12/04/2018, em artigos. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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