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Um telhado novo para a casa Panakuí

A casa surgiu como um postal. Parece uma miragem no meio do verde. É a casa do Sítio Panakuí. Trata-se de uma obra em construção. Pretendemos que seja ecológica, então fazemos diversas operações e experiências.
A mais nova é a reforma do telhado da casa, construído com mais de 1800 palhas de babaçu, todas extraídas das palmeiras da área de 03 ha.
Com pouco mais de três anos, o telhado assemelha-se a uma peneira, tanto são os buracos. A palha, consumida pelo calor-chuva-vento, vem se desfazendo. Pensamos em aplicar uma solução química de proteção, ou a cera de carnaúba, mas como tratar tantas palhas?
Adiada por vários meses, finalmente deslanchamos a renovação do telhado. As novas centenas de palhas foram extraídas, sempre observando o período escuro da lua, garantia de um material de qualidade.
Duas equipes foram contratadas para a operação Extração da Palha. A última teve que vir de um município próximo, pois na localidade os encarregados fugiram da missão.
Mas amanhã, quinta-feira, 17.01, finalmente, concluiremos a nova cobertura da casa Panakuí. Após relutar em continuar com a palha, resolvemos adotar uma saída intermediária.
A maior parte da casa será coberta de palha, mas a varanda terá a proteção da Telha Ecológica de Babaçu, a nova descoberta do Sítio Panakuí, que será apresentada à sociedade em breve, assim como um outro tipo de telha ecológica, feita com um material reciclável de elevada resistência e abundante no região e no Brasil. A operação “cobertura de palha” está passando, não deixa saudades, mas a aprendizagem, a descoberta, acontece principalmente nos momentos de dificuldade. O próximo telhado será ainda mais ecológico.
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Estrelinha reúne um seleto grupo de ecologistas intuitivos no Panakuí

Vivência ecológica com um grupo de amig@s da professora Estrelinha

 

Ana Teresa Rabêlo, a Estrelinha, teve contato com o Sítio Panakuí durante a SBPC, que aconteceu no Campus da UFMA, em agosto. Dona de um belo sítio emocional, Estrelinha, professora de teatro, então começou a arregimentar pessoas para a vivência no Sítio Panakuí.

Neste domingo, 14.10, Estrelinha  e outras mulheres maravilhosas – mas também o terapeuta José Diniz – estiveram no Sítio Panakuí, onde experimentaram o ar, o sol, a brisa, a paisagem, a alimentação orgânica, as caminhadas e tudo o mais que podemos oferecer durante a vivência ecológica.

Foi um belo dia. Muitas conversas, o muito ouvir, o pouco falar. Entre uma atividade e outra, uma aprendizagem com a doutora Maria de Fátima Carvalhal. Na roda do saber tradicional o fio da memória revela as lembranças guardadas no baú da emoção. Somos tod@s ecológic@s, mas o sensível que nos liga ao mundo da beleza e da serenidade está adormecido no emocional profundo.

Nas trilhas do Panakuí, na música sinfonada entre as folhas das palmeiras, cada um refaz o desenho do mundo situado entre a sonho, a utopia e a ação que transforma, seja na alimentação, na horta da varanda, no cuidado com o lixo, com a água, com a vida.

José Diniz, terapeuta, ao lado da esposa, Ilse Gomes, floralista e professora da UFMA, sinaliza com a parceria entre o Sítio Panakuí e o Centro de Tecnologia Oriental (CTO). Em breve anunciaremo uma vivência de florais no Sítio Panakuí, com  Ilse Gomes.

Este foi apenas o primeiro encontro deste grupo que conspira para fazer o mundo um pouco mais ecológico.

Participaram da vivência: Ana Teresa, Nora Tarangone, Delci Carvalho, Maria Mariel, Maria Carvalhal, Irene Sodré, José Diniz e Ilse Gomes.

Por Moisés Matias, com participação especial de Kels-Cilene P. Carvalho

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Como ativar a sua Felicidade Interna Bruta (FIB)

01 – Desligue-se dos problemas. tire algumas horas da semana para nada e fique de papo pro ar.

02 – Tenha contato com água. Tome banho de mar, de rio, de chuva.

03 – Pise na terra, pegue um pouco de sol, sinta o vento bater no rosto.

04 – Plante alguma coisa. Que seja um raminho na janela. Cultive flores e cuide delas.

05 – Consuma apenas produtos naturais. Vire garimpeiro de produtos orgânicos. Evite as “porcarias”, ou seja, os produtos industrializados cheios de aditivos, defensivos e outros “ivos”. Assim, evitamos as doenças, cultivamos a saúde.

06 – Invente um lazer. Toque violão, dance, fotografe, pinte o sete. mas saia do normal, algumas horas na semana.

07 – Faça um esporte. Corra, pule, ande de cavalo, pesque.

08 – Cuide do seu espírito. Ore, entre em sintonia com o altíssimo.

09 – Faça o seu sítio ecológico, primeiro no coração, depois na casa, no apartamento, na área maior.

10 – Venha conhecer o Sítio Panakuí, faça uma vivência conosco e amplie a sua Felicidade Interna Bruta (FIB)

Convite A todos do Sítio Ecológico do Moisés Matias

 

 

 

 

 

 

 

SBPC, o Sítio Panakuí e o novo Brasil

A SBPC,o Sítio Panakuí e o novo mundo

Neste domingo (22.07)começa o maior evento científico da América Latina, o Encontro Nacional da SBPC, no campus da UFMA, em São Luís/Ma. Para o Maranhão o evento é mais importante que a Rio + 20. Com o tema Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para enfrentar a pobreza, o encontro poderá marcar o destino e, assim, trazer importantes mudanças, não só para o Maranhão, mas para o Brasil.

A Cultura Tradicional, vista como um assunto menor, igualado à ciência, à cultura, é na verdade a maior novidade do evento da SBPC. A Sabedoria Tradicional, considerada pelos estudiosos como algo de grande valor, ou melhor, como “valor inestimável”, é maior que a ciência e a cultura. É, na verdade, um paradigma, conserva o modelo alternativo de sociedade.

Parece algo complicado, mas aproveitarei o evento da SBPC para apresentar o Laboratório de ecologia intuitiva Sítio Panakuí, uma pesquisa de 20 anos, sustentada principalmente na cultura tradicional, onde os participantes da SBPC poderão constatar na prática a funcionalidade e a eficácia do modelo alternativo de sociedade.

No Síto Panakuí, uma área de 03 ha, o Produto Interno Bruto (PIB) é desconsiderado, em detrimento da Felicidade Interna Bruta (FIB). No panakuí a ciência, a cultura, têm grande valor, mas estão envolvidas em todas as suas facetas pela Conhecimento Tradicional. Lá no Sítio Panakuí uma palmeira de babaçu vale mais de R$ 800 reais; As moradias – digna, belas –  , são feitas de adobe e de taipa. A energia alternativa, a água, o sol, o vento, a biodiversidade, o solo, tudo contribui para o consumo, a saúde ecológica e a qualidade de vida da nossa gente.

O debate que o Sítio Panakuí propõe, demonstrado na prática, é a construção de um Maranhão farto, generoso, feliz.  Seria apenas uma boa proposta, mas está sustentada na experiência do seu autor, registrada no livro Sítio ecológico, um guia para salvar a terra (2a ed.), e no novo livro, Ecologia e Criatividade, que será lançado, com o apoio do SEBRAE/Ma, durante a SBPC.

O evento da SBPC, portanto, deveria carregar o seguinte tema: Saber tradicional, ciência e cultura para implantar a Felicidade Interna Bruta. Mas nós estaremos lá, com a pesquisa Sítio Ecológico, expondo na Tenda da Sustentabilidade, com nosso parceiros, somando às boas iniciativas e práticas sustentáveis que a SBPC, os pesquisadores, as organizações sociais apresentarão no evento.

Por Moisés Matias

 

 

 

Curso intensivo em Nova Política para guerreiros(as) da esperança

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As eleições estão aí. Começam as disputas para as vagas de vereadores e prefeitos, nos municípios do Brasil. Mas esta não é uma eleição comum. Vivemos o momento da grande crise. Uma bomba está armada sobre as nossas cabeças e ameaça explodir a qualquer momento. Uma crise que é a junção de todas as tragédias sociais, ambientais e climáticas que foram se formando ao longo dos anos.

O que preocupa é que maioria barulhenta parece ignorar o problema e se movimenta como se nada estivesse acontecendo no mundo. A maioria barulhenta, aquela que tem força e poder, ignora o estado de falência da maior potência, os EUA. Ignora, também, que a Europa está apavorada e sem saber o que fazer com a crise que assola os seus países.

Vivemos uma realidade que é, ao mesmo tempo, assustadora e desafiante. Para a maioria barulhenta interessa o discurso carcomido do desenvolvimento a qualquer custo. Eles, a maioria barulhenta, falam em desenvolvimento mas projetam apenas a política como via do enriquecimento Ilícito, forjada na corrupção, no desvio da verba publica.

Eu quero falar com aquelas pessoas que acreditam na utopia da esperança. A crise atual é uma oportunidade para a afirmação do modelo alternativo de sociedade, da utopia ecológica. Não é mais segredo que a economia do PIB, do Produto Interno Bruto, está se desintegrando e virando fumaça. Os EUA estão falidos. A Europa está falida. Eles estão tentando tapar os buracos da crise, mas ela ameaça estourar em bilhões de pedaços a qualquer momento.

E o Brasil? e o Maranhão? Nós vamos buscar o caminho alternativo, ou continuaremos seguindo o leito que leva ao precipício?

A alternativa ao modelo do PIB é o modelo da FIB, da Felicidade Interna Bruta.

Dizem por aí que o Maranhão é um estado pobre, o mais pobre da federação. Sim, ele tem o mais baixo PIB, os piores indicadores sociais. O Maranhão é um estado socialmente injusto, muito injusto, mas não é exatamente pobre.

Nós precisamos mudar o debate, abrir os olhos para o novo modelo de sociedade. Precisamos aprender a valorizar o Patrimônio Tradicional, que é considerado como “valor inestimável”. Precisamos valorizar os recursos naturais, percebê-los como poupança sustentável, que pode ser explorada de forma ecológica, para benefício de todas as criaturas.

Saindo do debate do PIB, podemos ingressar no enfoque da Felicidade Interna Bruta (FIB) e, assim, avançar na construção de um estado ecológico, solidário, feliz.

É este debate que nós oferecemos para  os (as) candidatos (as) do Maranhão, em um curso intensivo de Nova Política, em um espaço ecológico: o laboratório de ecologia intuitiva sítio Panakuí. Pelo debate do FIB avançamos pela casa ecológica, a agricultura ecológica, a saúde ecológica, a energia ecológica, em um enfoque que trata os problemas locais, sem perder de vista a dimensão global. Assim, pensamos globalmente e atuamos no cotidiano.

São vários anos de estudos e pesquisas aplicadas, com livros, técnicas e tecnologias voltadas à solução dos problemas, à disposição das pessoas que acreditam na utopia de um mundo melhor, que começa em nossas casas, em nossos locais de moradia, em nossas cidades. Venha, com sua equipe de campanha, fazer um curso intensivo na Nova Política, no Laboratório de Ecologia Intuitiva Sítio Panakuí. É só agendar pelo fone (98) 8888 3372.

Por Moises Matias

Visite O Sítio PANAKUÍ

Uma nova visão de mundo, que valoriza o patrimônio tradicional, caminha na direção da Felicidade Interna Bruta (FIB), permite um novo olhar da natureza, o planeta terra, o universo, percebendo a criação, a vida, como a sublime manifestação de um Deus generoso.
Estes são os pontos principais que serão tratados na Vivência Ecológica, evento que acontecerá dia 16.10, um sábado, no Sítio Panakuí.
A vivência será ministrada por Moisés Matias (o eu aqui), autor do livro Sítio Ecológico, um guia para salvar a terra, e por Veneraldo Pereira, autor do livro Oceano de Deus.

Os autores sabem que há pouco o que ensinar sobre o tema Ecologia e espitualidade.
A vivência visa,antes de ensinar, possibilitar um experienciar.

Eu posso assegurar que a dimensão ecológica pode melhorar e muito a vida das pessoas, das famílias. Eu busco praticar o que digo.
Veneraldo Pereira trará a experiência de uma vida de busca da elevação espiritual.
O espaço ecológico, que funciona como museu, ´compõe o cenário ideal para a vivência.
Esta oficina será o piloto do que os dois pretendem fazer, em outros ambientes.
São apenas 25 vagas para esta vivência. os interessdos devem reservar a vaga por e-mail: moises-matias@ig.com.br , por fone (98)3253 3372

Custo desta vivência: R$ 25,00 (pessoa)

Workshop no Sítio Panakuí (de 20 a 30 pessoas)
(das 09:00 às 16:30 hs. Com café da manha e almoço ecológico)

Programação da oficina no sítio:
9:00 – 9:15 – integração ao espaço
9:15 – 9:30 – Café da manhã ecológico
9:30 – 10:00 – Quem somos no universo, onde estamos
10:00 – 11:00 – Paradigma emergente e conhecimento tradicional
(fogão ecológico, forno a lenha, artes e ofícios, etc)
11:00 – 12:00 – A morada ecológica
12:00 – 13:30 – Almoço ecológico
13:30 – 14:00 – Vídeos ecológicos (Sítio panakuí, ilha do amanha, oceano de Deus)
14:00 – 15:00 – Agricultura ecológica (Aproveitando o lixo orgânico e horta doméstica)
15:00 – 16:00 – Estação água e bioenergia
16:00 – 16:30 – Saúde e qualidade de vida. Deus e a criação. Encerramento.

Moises Matias
http://www.folhadoamanha.net

Trabalhadores da limpeza poderão aderir à campanha Resíduo Orgânico Zero

O Sítio ecológico e os trabalhadores da limpeza pública


As famílias, homens e mulheres, que trabalham na limpeza pública de São Luís, em breve poderão contar com a metodologia do sítio ecológico intuitivo para melhorar as suas vidas.
No sábado, um atento grupo de dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação (SEEAC) participaram da vivência ecológica no Sítio Panakuí. Os visitantes, 14 pessoas, conheceram as instalações do sítio, visitaram as diversas estações do local, ouviram atentamente tudo o que foi dito e mostrado.
Na apresentação do projeto, os dirigentes demonstraram domínio do conhecimento tradicional. São homens e mulheres decendentes de negros, índios e caboclos, nascidos no Maranhão profundo, com experiência na agricultura. Na caminhada na trilha da floresta, identificaram plantas, remédios e espécies raras.
Os trabalhadores da limpeza pública, tratados de forma indigna, forçados a uma rotina exaustiva de trabalho, recolhem o lixo da cidade e são consumidos pelas péssimas condições de trabalho. Muitos apresentam doenças, ferimentos e enfermidades originadas na árdua missão de recolher o que excede das residências, dos espaços públicos e privadas da cidade de São Luís.
São varredores (as), carregadores (as). A maioria é conhecida como Gari. Ou seja, estão no degrau mais baixo da escala trabalhista.
A grande novidade é que a legislação nova, representada pela Lei Nacional dos Resíduos Sólidos, trata essa categoria como agentes de saúde pública. Foi o que ouviram de mim, na vivência. Vocês tem uma a missão: transformar a cidade de São Luís na capital da limpeza pública, onde os seus trabalhadores (as) não irão mais lidar com, pois lixo não existe, o que há é resíduo sólido e orgânico, que precisa ser resciclado, reaproveitado e reutilizado.

A conversa prossegue. Eles conheceram os detalhes da campanha São Luís Resíduo Orgânico Zero e deverão integrar-se, elevando assim o debate da limpeza da cidade, distribuindo os seus benefícios por todas as regiões.. Em São Luís o desperdício apenas com o resíduo orgânico é estimado, por baixo, em um milhão de reais/dia. Reaproveitar essa matéria prima pode transformar São Luís em um cidade verde, com hortas e pomares. É o que nós queremos, no seu aniversario de 400 anos..

da Redação do Blog